Ferramentas · regras de 2026
Um salário bruto de 1 500 € custa à empresa cerca de 2 180 € por mês: 14 meses de salário, 23,75 % de TSU, o seguro de acidentes de trabalho e o subsídio de alimentação. Esta ficha faz a conta para qualquer salário, diz quanto disso chega ao trabalhador e, ao contrário, que salário cabe num orçamento anual.
de cada 100 € que a empresa gasta, 59 € chegam ao bolso do trabalhador; o resto vai para a Segurança Social, o IRS e o seguro.
Não entra: contribuições reduzidas (jovens à procura do 1.º emprego, desempregados de longa duração, medidas do IEFP), taxas de TSU de setores especiais, prémios e comissões, viatura, seguro de saúde (põe em "outros"), custo de recrutamento e de substituição nas férias.
O salário bruto vezes 14 (com subsídios de férias e de Natal), mais 23,75 % de TSU sobre tudo isso, mais o seguro de acidentes de trabalho (à volta de 1 % da massa salarial em escritório, mais em atividades de risco) e o subsídio de alimentação. Um salário de 1 500 € custa cerca de 26 200 € por ano, 2 183 € por mês em média: 25 % acima do bruto.
920 € × 14 = 12 880 € de salário, mais 3 059 € de TSU e cerca de 129 € de seguro: 16 068 € por ano, 1 339 € por mês em média, sem subsídio de alimentação. Com 6 € de subsídio por dia sobem 1 452 € por ano.
Só a parte acima do limite isento: 6,15 € por dia em dinheiro, 10,46 € em cartão. Até esse valor não há TSU nem IRS, o que o torna a forma mais barata de aumentar o líquido de um trabalhador: cada euro custa um euro à empresa e chega inteiro.
A 1 500 € brutos, cerca de 56 cêntimos: o resto são a TSU da empresa (19 cêntimos), a Segurança Social do trabalhador (9), o IRS retido (15) e o seguro (1). Quanto mais alto o salário, menor a parte que chega, por causa dos escalões de IRS.
O subsídio de alimentação dentro do limite, as ajudas de custo e o abono para falhas dentro dos limites legais, e as compensações por despedimento dentro dos limites do CIRS. O seguro de saúde e o seguro de acidentes são custos da empresa mas não são remuneração.
A conta é linear: cada euro de bruto mensal custa 14 × (1 + 23,75 % + seguro) por ano, ou seja, 17,47 € a 1 % de seguro. Tira ao orçamento o subsídio de alimentação e os outros custos fixos e divide o resto por 17,47. O simulador faz esta conta ao contrário.
Fontes: Código dos Regimes Contributivos (Lei n.º 110/2009, art. 53.º), Lei n.º 98/2009 (acidentes de trabalho), Código do Trabalho (arts. 131.º, 263.º, 264.º), Código do IRS (art. 2.º-A), Portaria das tabelas de retenção de 2026. Quem trata do processamento salarial pode aparecer aqui: parcerias.