Os três passos
- Segurança Social: 11 % do bruto, sempre, sem teto. Com 1 500 €, 165 €.
- Retenção de IRS: a tabela de 2026 dá uma taxa para cada intervalo de salário; aplica-se ao que sobra depois da Segurança Social. Até ao salário mínimo a taxa é zero. Com 1 500 €, 21,2 % sobre 1 335 €: 283,02 €.
- O que entra sem descontos: subsídio de alimentação até ao limite isento e, em teletrabalho, a compensação de despesas até 1 € por dia.
A retenção mensal é um adiantamento. O imposto do ano faz-se em 2027 com os escalões e as deduções; a diferença volta como reembolso ou vai como nota de cobrança. O simulador de IRS faz essa conta.
Tabela: de 920 € a 4 000 € brutos
| Bruto | Taxa de retenção | Segurança Social | IRS | Líquido |
|---|---|---|---|---|
| 920 € | 0 % | 101,20 € | 0,00 € | 818,80 € |
| 1 000 € | 12,5 % | 110,00 € | 111,25 € | 778,75 € |
| 1 200 € | 15,7 % | 132,00 € | 167,68 € | 900,32 € |
| 1 500 € | 21,2 % | 165,00 € | 283,02 € | 1 051,98 € |
| 1 800 € | 21,2 % | 198,00 € | 339,62 € | 1 262,38 € |
| 2 000 € | 24,1 % | 220,00 € | 428,98 € | 1 351,02 € |
| 2 500 € | 31,1 % | 275,00 € | 691,98 € | 1 533,03 € |
| 3 000 € | 31,1 % | 330,00 € | 830,37 € | 1 839,63 € |
| 4 000 € | 34,9 % | 440,00 € | 1 242,44 € | 2 317,56 € |
Entre 920 € e 1 000 € há um degrau: o salário mínimo fica isento e os 1 000 € já não. Um aumento de 80 € brutos a quem ganha o mínimo dá menos 40 € líquidos; a partir daí a curva volta a subir.
O que muda o número
- Dependentes e casado com um só titular: taxas mais baixas na tabela de retenção.
- IRS Jovem: até aos 35 anos, isenção de 100 % no 1.º ano, 75 % do 2.º ao 4.º, 50 % do 5.º ao 7.º, 25 % do 8.º ao 10.º; a retenção desce na mesma proporção. Regras no guia do IRS Jovem.
- Açores e Madeira: salário mínimo de 966 € e 980 €, e tabelas próprias com taxas mais baixas.
- Subsídio de alimentação: 6,15 € por dia em dinheiro ou 10,46 € em cartão entram sem descontos; acima disso paga como salário.
- Duodécimos: os subsídios de férias e de Natal divididos pelos meses sobem o líquido mensal sem mudar o total do ano.
Exemplo completo: 1 500 € com subsídio de alimentação
| Linha | Valor |
|---|---|
| Bruto | 1 500,00 € |
| Segurança Social, 11 % | − 165,00 € |
| IRS, 21,2 % sobre 1 335 € | − 283,02 € |
| Subsídio de alimentação, 10,46 € × 22 dias em cartão | + 230,12 € |
| Líquido do mês | 1 282,10 € |
Em dinheiro, ao limite de 6,15 €, o subsídio dá 135,30 € e o mês fecha em 1 187,28 €. A diferença entre cartão e dinheiro, 94,82 € por mês, está no guia do subsídio de alimentação.
O ano: 14 meses
Os subsídios de férias e de Natal são cada um mais um mês de base, com a retenção à mesma taxa. Com 1 500 € brutos, o ano soma 14 727,72 € líquidos, sem o subsídio de alimentação. Para ver o ano mês a mês, com os subsídios, os duodécimos e as horas extra no sítio certo, usa o ano inteiro.